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LIVROTERAPIA – Meu Querido Meio-irmão, de Penelope Ward – @editorapandorga

Hoje é dia de uma resenha muito especial. Não faça cara feia se acha que é apenas um livro hot como tantos outros. Leia a resenha e se surpreenda! 😉

Não é normal dmeu querido meio-irmãoesejarmos alguém que nos atormenta. Quando meu meio-irmão, Elec, se mudou para nossa casa, eu não estava preparada para lidar com um cara tão idiota. Odiei o fato de ele ter descontado sua raiva em mim porque não queria estar aqui. Odiei ele ter trazido garotas da escola para seu quarto. Mas o que mais odiei foi o modo indesejável que meu corpo reagia a ele. A princípio, pensei que tudo o que ele tinha a seu favor era o corpo musculoso e tatuado e o rosto perfeito. Mas as coisas começaram a mudar entre nós, e tudo teve um desfecho em uma noite inesquecível. No entanto, do mesmo modo que Elec entrou na minha vida, logo voltou para a Califórnia. Passaram-se anos desde a última vez que o vi. Quando a tragédia atingiu nossa família, tive que encará-lo novamente. E, diabos, o adolescente que me deixou louca se tornou o homem que destruiu o resto de sanidade que havia em mim. Senti que meu coração estava prestes a ser partido.

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Onde comprar: AmazonBuscapé

Resenha

Se você gostou da capa desse livro e é do tipo que compra pela capa, LEIA!

Se acha que é só mais um romance erótico de bad boy tatuado, jogue essa ideia pré-concebida pela janela e LEIA!

Vou explicar o porquê. Adoro capas assim lambíveis 😛 e foi bem legal a Pandorga ter mantido a capa original, mas o livro é tão mais do que isso!

A verdade é que ainda não tenho o livro :'(. Como eu o li? Bom, vou confessar: foi num passeio à livraria. Pois é, eu fico meio louca lá, olhando, acariciando e reorganizando (quem nunca?) os livros, além de folhear, é claro. Esse já estava na minha lista há muito tempo, mas o bolso anda apertadinho, então, não tinha comprado ainda. Mas eis que encontro dois exemplares quase escondidos na última prateleira. Aí, pensei: vou dar uma olhadinha. 😀 E tcharam! Li o livro todo. Ele é relativamente pequeno (em torno de 260 páginas) para quem grudou os olhinhos na história e não conseguia largar. Achei uma cadeira vazia e comecei a ler. Começa como já estamos acostumados: no passado, a mãe da Greta se casa com o pai do Elec e ele vem morar com eles. Sim, ela, filha única, ganharia um meio-irmão! Só que ele é um cavalo batizado de grosseiro e parece ter como missão de vida sacanear sua nova “irmãzinha”. O maior problema? Ele é lindo de morrer!!! Mesmo com essa vibe de não se aproxime, ela sente uma forte atração por ele e uma vontade irresistível de tentar se dar bem ou ao menos conviver bem.

Ok, hora de me perguntarem em que momento a história me sugou. Bom, como gosto muito desse estilo, diria que já me conquistou aí mesmo no início, mas o momento em que decidi calcular se conseguiria ler tudo naquela tarde (estava caro e eu, dura), ignorando a minha vergonha de achar que o vendedor que me visse ali muito tempo estaria pensando “compra logo esse livro e desocupa a cadeira! Isso aqui é livraria e não biblioteca!” quando provavelmente estava pensando “como uma salada ou um sanduíche no almoço? Ah, que se dane a dieta!”, foi quando o coração dele, mesmo que não quisesse e lutasse contra, começou a amolecer. Daí, a primeira parte, BAM, acaba e somos deixados de coração partido. 💔

É necessária uma tragédia familiar para que nosso casal se reencontre. Só que sete anos se passaram. Eles não são mais aqueles adolescentes cheios de raiva, fogo, paixão,… Bom, digamos que esses dois últimos a distância não tenha conseguido apagar e esse reencontro, mesmo em um momento delicado, não poderia deixar de ser explosivo e de grande impacto emocional. Ok, ninguém ficou celibatário ou parou a vida nesse tempo porque o “rompimento” foi bem abrupto, mas a chama estava lá escondidinha, só esperando o momento certo pra pegar fogo novamente. ❤

Já vi várias explicações para as atitudes rebeldes de personagens, desde as mais óbvias até as mais elaboradas, mas nada como a desse livro. O motivo pelo qual seu pai o trata como lixo é tão… delicado. Não darei spoiler, não se preocupem, mas é algo muito difícil. No entanto, a criança não tem culpa de nada, então, por mais que me solidarize ali por um segundo com a dor dele, nada, absolutamente nada, me convenceria a achar que ele pode despejar tudo em cima de uma criança e deixar que isso o afete de forma tão devastadora. 😥

Um segredo do Elec que ninguém sabe e ele revela à Greta é que ele escreveu um livro sobre um garoto e seu cachorro, que o dava superpoderes. Esse é um arco interessante no livro porque o fato de ele ter pedido para ela ler e opinar mostra que ele estava se abrindo para ela, além de revelar partes suas escondidas na história. Também acaba sendo a oportunidade de ela dizer a ele como se sente e como o vê, não como o garoto rebelde rejeitado pelo pai, mas como alguém talentoso, independente do que seu pai abusivo lhe dissesse. Ao se reencontrarem, ele lhe revelou estar escrevendo um outro livro, que, dessa vez, é autobiográfico. É uma forma de terapia, mesmo que ele tenha que reviver momentos dolorosos de sua vida. Quando a vida os arrebata novamente, após um tempo, ele pede que ela leia o livro e aí, meus amigos, entramos na parte mais emocionante do livro. Por vezes, tive vontade de chorar, mas me controlei. Se estivesse sozinha, acho que teria caído no choro. Não quero revelar muito pra não estragar pra vocês, mas preciso dizer que, por ser a história da vida de Elec, veremos boa parte do livro agora sob o ponto de vista dele. Então, nem tudo o que “vimos” (pela ótica de Greta) é o que é realmente. É uma fantástica, por vezes engraçada, mas muitas vezes de cortar o coração, viagem pelo passado até que… Aha! Bom, o final da autobiografia (Greta lia avidamente em qualquer tempinho que tivesse e eu, mesmo sem perceber, entrei nesse furor de querer engolir tudo para chegar ao fim!) é o grande momento e garanto que meu coração ficou acelerado conforme chegava mais perto. Nessa hora, o mundo ao meu redor sumiu e eu era a Greta, querendo saber como a história terminaria (pena não ter um Elec na minha vida). 😦

— Entendi o porquê de você não dar seu coração para ninguém. Ele pertence a outra pessoa.

— Pertencia. Agora ele só está partido. Como faço para consertá-lo?

— Às vezes, não dá para consertar.

Fui sugada para essa história linda e não me arrependo de ter passado horas na livraria lendo. Infelizmente, não pude levar o livro no final, mas coloquei-o com todo carinho de volta na prateleira, prometendo comprar um exemplar pra chamar de meu assim que pudesse. Com certeza quero ler essa história de novo, agora saboreando cada linha. Talvez eu até leia de forma diferente: as páginas no curso normal e o livro dele pra ver os dois pontos de vista ao mesmo tempo. 😀 Só sei que entrou pro hall dos meus queridinhos e mal posso esperar para tê-lo na estante para ler e reler.

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