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LIVROTERAPIA – Obsidiana (Saga Lux #1), de Jennifer L. Armentrout – @EdValentina

Você acha que ET’s são homenzinhos verdes que gostam de abduzir as pessoas para fazer experimentos ou está com a imagem do filme do Spielberg na cabeça??? ESQUEÇA TUDO!!! 😮

Esse ET é gostoso, lindo, inteligente, poderoso, bad boy, e, bom, no início, irritante pra caramba!!! 😛

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Vem ver com a gente o que que o extraterrestre tem! 😀

obsidianaComeçar de novo é um saco.

Quando a gente se mudou para o interior, bem no início do último ano do colégio, eu já vinha me preparando para o sotaque caipira, o tédio, a internet lenta e um monte de chatices… Até dar de cara com o meu vizinho lindo e seus intimidantes olhos verdes. Hummm… os prognósticos estavam melhorando.

Até que… ele abriu a boca.

Daemon é irritante. Arrogante. Dá vontade de matar. A gente não se dá bem. Não mesmo. Mas, quando um caminhão quase me transforma em panqueca, o garoto literalmente congela o tempo com um aceno de mão, e aí, bom, algo inesperado acontece.

O alien gato (meu vizinho) tem poderes!!!

Você me ouviu bem. ALIEN! A verdade é que ele e a irmã têm uma galáxia de inimigos que querem roubar seus poderes. O rastro que deixou em mim brilha como uma árvore de Natal, e isso não é nada bom. O único jeito de sair viva dessa é ficar colada em Deamon, até a magia alienígena desaparecer.

Quer dizer, isso se eu não matar o cara primeiro.

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Resenha

Preciso começar dizendo, talvez pela milésima vez, o quanto sou fã da Jennifer. Pra mim, ela é aquele tipo de autora ‘leio-até-a-lista-do-mercado’. Acho que todo mundo tem uma (ou mais) assim, né? Os livros dela me envolvem de tal forma que eu me sinto parte deles, quero ser amiga de todo mundo, lutar contra os vilões e namorar os mocinhos. 😀 Então, é claro que dei uma piradinha quando a Saga Lux chegou ao Brasil e me sinto muito honrada em poder vir dizer a vocês o quanto essa série é maravilhosa e que vocês simplesmente TÊM que lê-la!

Apesar de tudo isso, devo confessar que tive um impacto inicial quando soube que o livro seria sobre ET’s. É que, bom, era uma escolha bem diferente, para dizer o mínimo. Masssss confiei na autora e não me arrependi. ❤

Bem, o livro começa com a chegada da Katy numa cidade minúscula em West Virginia (com internet leeeenta. Tadinha!) vinda da ensolarada e movimentada Flórida. A Katy foi uma personagem que amei de cara. Ela é gente como a gente, sabe? E literalmente: blogueira louca por livros, que surta quando chega pacotinho de amor das editoras e com encucações normais (nada de modelo de perfeição aqui, graças a Deus).

Parei perto de uma das mesas vazias e dei um suspiro de felicidade. Sempre fui capaz de me deixar levar pela leitura. Os livros são uma válvula de escape necessária, à qual sempre recorria sem pensar duas vezes.

O pai dela morreu de câncer há três anos e sua mãe decidiu que era hora de elas mudarem de ares. Cada pessoa lida com o luto à sua maneira. A Katy preferia ficar na cidade que a lembrava o pai, já sua mãe quis fugir das lembranças e recomeçar a vida. Entendo os dois pontos de vista. 😦 Foi algo meio traumático pra Katy largar toda a vida e as memórias que tinha e ir morar em uma cidade tão pequena que o mercado e a biblioteca são em outra cidade. Jesus! Mas ela é uma filha tão boa, ajuizada e responsável que acatou a decisão e apoiou a mãe.

E justamente pela mãe confiar tanto nela é que a deixa em casa sozinha e nem imagina as confusões que ela vai se meter ao conhecer os novos vizinhos.

Como forma de entrosá-la com eles, a mãe sugere que ela vá perguntar onde fica o mercado local. Quem nunca, né? Só que ao invés de encontrar pessoas simpáticas que ficariam felizes em ajudá-la, a porta é aberta por ninguém menos que Daemon, em toda a sua glória descamisada e olhos tão verdes e brilhantes que chegam a ser hipnotizantes. Katy, como qualquer uma de nós, claro, quase vira uma poça derretida, fica vermelha, gagueja. Calma, Katy, é natural agir assim diante de tamanha perfeição! 😛

Ouvi passos pesados vindo do outro lado e a porta se abriu, me botando de frente a um peito largo, musculoso e bronzeado. Um peito nu. Baixei o olhar e meio que perdi o fôlego. O jeans caía um pouco abaixo da cintura e revelava uma linha fina de pelos em volta do umbigo, que desaparecia dentro da calça.

Abdômen tanquinho. Perfeito. Totalmente  apalpável.

Não do tipo que eu esperaria encontrar num garoto de 17 anos, que é o quanto imaginava que ele tivesse, mas longe de mim reclamar. Longe de mim falar, também.

Fiquei só encarando, mesmo sem querer.

Subindo o olhar de novo, reparei nos cílios espessos e escuros  que  escondiam os olhos dele. Precisava saber de que cor eram.

— Posso te ajudar? — perguntaram aqueles lábios grossos, totalmente beijáveis, mas com uma expressão de aborrecimento.

A voz dele era grave e firme. Do tipo acostumada a mandar e ser obedecida. Ele levantou os cílios, revelando olhos tão verdes e brilhantes que não podiam ser de verdade. A cor de esmeralda era intensa e contrastava com sua pele bronzeada.

— Oi? Você é muda? — Ele falou mais uma vez, se apoiando com uma das mãos no batente da porta.

Respirei fundo e dei um passo para trás, sentindo o rosto queimar de vergonha. O garoto levantou um braço e afastou uma mecha de cabelos da testa. Olhou por cima do meu ombro e depois para mim novamente. 

— Dou-lhe uma…

Sentiram o tamanho da encrenca? Ele pode ser lindo, gostoso, sarado,… mas é um cavalo batizado! Se acham que acabou, eu digo que Daemon pode ser pior ainda! 😮

— Sabe, tudo que eu queria era uma informação. Tá na cara que te peguei em um mau momento.

Ele levantou um canto dos lábios.

— Qualquer hora é uma hora ruim pra vir atender uma pirralha na minha porta.

— Pirralha? — repeti, arregalando os olhos.

Ele arqueou de novo uma das sobrancelhas escuras, debochando de mim. Eu estava começando a odiar essas sobrancelhas.

— Não sou uma pirralha, tenho 17 anos.

—  Jura? — Piscou. — Você parece ter 12. Não. Talvez 13. Minha irmã tem uma boneca que me lembra você. Olhos grandes e vazios. Meio retardada.

Eu parecia com uma boneca? Uma boneca retardada? Senti brotar um calor no peito que foi subindo pela garganta.

—  Que coisa. Uau. Desculpa ter incomodado. Não vou voltar aqui nunca mais. Pode acreditar. — Dei as costas e tratei de ir embora, antes que sucumbisse ao crescente desejo de enfiar a mão na cara dele. Ou de chorar.

Mas calma, não vamos odiá-lo. Sim, ele é um babaca de marca maior e, aparentemente, sem motivo, já que Katy nunca o tinha visto na vida. Só que ele tem sim motivos para querer afastá-la. Ok, essa não é a melhor forma, mas vocês precisam entender que ele já sofreu perdas familiares suficientes por uma vida e sua irmã decidiu a qualquer custo que vai ser amiga de uma humana, no caso, a Katy. Vejam bem: eles pertencem a uma raça chamada Luxen, cujo planeta, Lux, foi destruído e eles vieram se refugiar na Terra. Eles são compostos basicamente de luz e, oposto a eles, há os Arum, seres de sombras que caçam e matam os Luxen. Para complicar ainda mais, eles são monitorados pelo DOD, órgão dos EUA responsáveis por controlar essas atividades extraterrestres.

Não tinha ideia do que ele queria dizer com esse lance de não ser como eles, ou da irmã não precisar de uma amiga como eu. Tinha que ser mais do que só um irmão louco superprotetor. 

Quando um humano está próximo a um Luxen no momento em que ele usa seus poderes, ele fica com uma marca, algo como um vagalume com milhões de watts de potência! A marca não pode ser vista por humanos e some com o tempo, mas pode ser por Arum, que usarão de qualquer meio para arrancar do humano a informação de onde está o Luxen que o marcou. Ufa! Complicado, hein?

— Eles vão te usar para chegar até mim… E, se eles te pegarem… a morte vai ser um alívio.

Preciso dizer que Katy se mete em problemas e vira um vagalume desses? Não, né? 😛

— Daemon, aquele cara não era um lunático qualquer.

— Ah, e você agora é especialista em malucos?

— Um mês ao seu lado e já me sinto como se tivesse feito um mestrado no assunto.

Ela se mete em uma baita enrascada e Daemon é obrigado a usar seus poderes para salvá-la.

Tanto poder. 

O ar vibrava ao nosso redor de maneira sobrenatural. O chão tremia sob essa sua força invisível.

Eu sabia que, se me esforçasse muito, conseguiria tocá-lo e senti-lo chacoalhar.

Escutei Dee nos chamando ao longe, a voz transbordando perplexidade. Como ela nos encontrara?

Claro. Daemon estava iluminando a rua toda — ele brilhava como um holofote.

Numa situação normal, quando descobre que seu crush é um alien, você:

a) Corre para as colinas e avisa ao governo que MIB é real; 😮

b) Acha o máximo e diz: me leve para a sua nave agora; 😀

c) Pensa: ok, eu posso lidar com isso. 🙂

Daemon pensou que ela iria de ‘a’ e ficou bem nervoso, mas, ah, filho, Katy é evoluída (bom, por um momento ela pensou que ET’s eram insetos gigantes e nojentos), mas ela foi de ‘c’.

— Cala a boca. Como se você não soubesse que todo mundo neste planeta te acha bonito. — Dei um sorriso debochado, chocada por estar tendo esta conversa. — Os alienígenas, se existirem, são homenzinhos verdes com olhos grandes e braços finos, ou insetos gigantes, ou algum outro tipo de monstrinho cheio de verrugas.

Tá vendo como ela é sua alma gêmea? ❤

— Sempre achei que as pessoas mais bonitas, bonitas de verdade, por dentro e por fora, são aquelas que não têm noção do efeito que causam. — Seus olhos encontraram-se com os meus e, por um momento, ficamos ali, de frente um para o outro. — Aquelas que usam a beleza para conseguir tudo estão apenas desperdiçando o que têm. Essa beleza é passageira. É só uma casca, cobrindo nada além de sombras e vazio.

Eu fiz a coisa mais inapropriada possível. Eu ri.

— Desculpa, mas essa foi a coisa mais profunda que já ouvi você falar. Que nave espacial foi essa que levou o Daemon que eu conheço? Dá pra pedir pra ficarem com ele lá?

Meu vizinho fez uma careta.

— Só estou sendo sincero.

— Eu sei, mas é que foi realmente… Uau.

E ali estava eu, estragando provavelmente a coisa mais legal que ele me dissera até então.

A questão é que, agora, a fim de proteger todos caso um Arum perceba a marca da Katy, eles precisam ficar juntos. E isso, meus amigos, só poderia dar em muitas brigas, já que, para eles, ficar em um mesmo ambiente e não brigar é como ir a Roma e não ver o Papa. 😛

Eu costumava evitar todo tipo confronto, mas esse cara conseguiu ligar meu interruptor de barraqueira como ninguém.

Era bizarro como ele gostava de me irritar. Mais bizarro ainda era que eu gostava de vê-lo irritado também, na mesma proporção.

Ele era um completo mistério para mim. Cada ato seu contradizia uma atitude anterior.

Daemon podia ser, fisicamente, o homem mais perfeito que já vira; seu rosto era algo que qualquer artista daria a vida para poder desenhar, nenhuma luz refletia mal nele. Mas também podia ser o maior imbecil do planeta.

Por ter sido grosseiro, sua irmã, Dee (pausa pra falar dela: fofa, boa amiga, leal até a morte e totalmente ligada no 220. Posso ser amiga dela também? 😀 ), esconde a chave do carro dele e diz que só devolverá se ele fizer algo legal para a Katy. Começa com uma ida ao lago e as coisas só se complicam depois daí.

A intenção da Dee foi boa, o problema é que a Katy sabe que ele só está fazendo isso “por obrigação” para ter suas chaves de volta, e isso meio que quebra o clima, junto é claro com essa terrível mania do Daemon de falar algo legal e você pensar: ‘nossa, ainda há salvação’, mas estragar tudo no segundo seguinte sendo um babaca. :/

Rosto bonito, corpo perfeito e péssima atitude. A santíssima trindade do boy magia.

E ele é realmente totalmente boy magia, mas até que ponto vai a paciência da Katy de aguentar esse estica e puxa entre eles? A química está lá e, por mais que ele tente, é inegável. Esperei muito que ele finalmente se tocasse disso e desse o braço a torcer, mas enfim percebi que esse livro é só a ponta do iceberg da trama toda. Nele, conhecemos os personagens e o que eles são capazes de fazer, independente de terem poderes ou não, porque muitas vezes o que importa e realmente faz a diferença é a força que você é capaz de ter em um momento crítico para salvar aqueles que ama. Também, com esse afã desmedido dele de proteger a qualquer custo sua família, se cedesse de cara ao que sente pela Katy, pareceria um pouco forçado, então, adorei que a autora tenha deixado no ar o que vem no segundo livro.

Eles vivem como cão e gato no livro todo e há cenas bem engraçadas, e eu sei que lá no fundo do fundo Daemon tem um lado fofo que mal posso esperar para aflorar. Mas podem continuar se estranhando de vez em quando para o nosso deleite, tá? 😀

Daemon podia ser, fisicamente, o homem mais perfeito que já vira…Mas também podia ser o maior imbecil do planeta.

— Eu te odeio — sibilei.

— O sentimento é mútuo.

Daemon personifica com perfeição a máxima de “amo odiar ou odeio amar? Eis a questão!” Ahhhh, apesar de tudo, amo mesmo! Ele faz o que faz pelo bem de todos, mesmo que de forma meio tosca. ❤ Não é à toa que essa série vence quase todo o quiz que a Valentina faz. Já a Katy tem o girl power que a gente tanto adora sem ser forçado. Quero ser sua amiguinha, Kit Kat! 🙂

Vou dizer mais: não adianta lutar contra esse sentimento não. Ele veio pra ficar. Vocês se amam. Acordem, gente! Sério, posso entrar no livro e sacudir esses dois? Nesse Romeu e Julieta inusitado, a maior barreira que eles têm que enfrentar, além da óbvia negação de que se gostam, é o fato de que, bom, ele é um alien, e ela, humana. Pra ele, isso é motivo mais do que suficiente para estarem a léguas de distância. Pensando bem, que Romeu e Julieta que nada, esses dois estão mais para Orgulho e Preconceito, sendo que Mr. Darcy agora é um alien gostosão de olhos verdes hipnotizantes, mas a má atitude continua lá. 😉

Santa química, Batman!

Mas havia uma sensação dentro do meu peito, uma falta de ar que não deveria estar ali. Eu não gostava dele. Daemon era um babaca.

De lua. Tivéramos, porém, alguns breves momentos — tipo, centésimos de segundos — em que pensei ter visto o verdadeiro Daemon. Ao menos, um Daemon melhor.

Essa parte me deixava curiosa. A outra parte, seu lado babaca, bom, esse não me deixava curiosa.

Essa parte meio que me excitava.

Falando em segundo livro, vai ter resenha sim!!! Aeeeeeee!!! Mas essa não é a questão aqui. Na minha euforia de olhar, alisar e admirar quando os dois chegaram, eu meio que, ops, li a última página do Ônix. 😮 😮 😮 Ah, a quem eu quero enganar? Eu tenho essa mania mesmo! 😛 O problema foi que já pirei. Valentina, pelo amor de Deus, aquele final vai me deixar LOUCA pelo livro três! Lança looooooogo!!! 😀 #puppyface

Me despeço dessa resenha gigante (não tem como ser pequena, é coisa demais pra falar e muitos quotes maravilhosos) com um gostinho de quero mais de Katy e Daemon! ❤

— Bom, fico feliz com o lance do zumbi. Gosto de saber que o que resta do meu cérebro está a salvo — resmunguei. — E eu não leio demais. Isso não existe.

Mas aliens também não existem.

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6 pensamentos sobre “LIVROTERAPIA – Obsidiana (Saga Lux #1), de Jennifer L. Armentrout – @EdValentina

  1. Gostei do jeito que Daemon e Katy se conhecem, este lance dela achar ele lindo e sexy, e quando ele abre a boca, ela se decepciona!! Ri com esta parte!! A estória parece ser bem gostosa de ler, aventura e romance!! Pela resenha eu já quero ler!! Parece ser muito bom!!

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    • Simmmm!!! Eles são como gato e rato, e é bem engraçado. Quando ela acha que ele vai mudar, ele sai com alguma que ela morre de raiva. No livro 02, Ônix, que já resenhamos, eles continuam assim, mas as coisas começam a melhorar.
      Estou adorando a série. Vale muito a pena. Espero que você leia e goste. Bjs. ❤

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