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LIVROTERAPIA – The Kiss of Deception, Crônicas de Amor e Ódio #1, de Mary E. Pearson – @DarkSideBooks

Eu sou completamente apaixonada por esse gif (foi o primeiro que vi de uma capa e amei) e agora estou irremediavelmente apaixonada/desesperada por essa série. 😍😍😍

Quer saber por quê? Vem que eu te conto!

Quando The Kiss of Deception foi lançado, foi um alvoroço e um bafafá só. Todo mundo falava dele. Todo mundo queria lê-lo. Participei de vários sorteios, mas não ganhei nenhum. 😦 Poderia ser só mais um livro de modinha, certo? ERRADO! Toda a comoção gerada por ele é devida. Eu já falei que estou apaixonada?

Pra te dar um norte, se você gosta da Celaena Sardothien, de Trono de Vidro (eu amo; acho-a o exemplo supremo do girl power), você vai achar que ela e Lia são irmãs. A diferença é que Lia deseja alguém que a ame pelo que ela é.

Sem mais delongas, vamos conhecer esse livro que entrou na lista dos meus favoritos esse ano! ❤

the_kiss_of_deception_1460033683369382sk1460033683bTudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.

O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

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Resenha

Eu só tinha dezessete anos. Não tinha o direito de nutrir meus próprios sonhos para o futuro?

O que dizer desse livro? Que ele é epicamente maravilhoso? Que acabei de terminar o primeiro, já estou louca para comprar o segundo e para implorar à DarkSide pelo terceiro?

São tantas emoções que nem sei se conseguirei exprimir tudo nessa resenha…

Há tempos eu não lia esse tipo de livro, com um universo tão fantasticamente elaborado e que te faz mergulhar nele sem restrições e viver realmente tudo que é descrito ali. Eu me emocionei, torci, chorei muito e, assim como Lia, quis ser eu mesma e acreditar que tenho o poder para isso.

No entanto, essa não é uma jornada puramente romântica. Muito pelo contrário. É dura e emocionalmente desgastante e que vale totalmente a pena.

Durante minha vida toda sonhei com alguém me amando pelo que eu era. Por quem eu era. Não por ser a filha de um rei. Não por ser uma Primeira Filha. Apenas por mim. E, com certeza, não porque um pedaço de papel ordenava isso.

Ao longo do livro, algumas vezes me perguntei se talvez Lia não se arrependeria de ter fugido do casamento arranjado, mas não precisei que ela me respondesse isso. Eu me perguntava, mas sabia a resposta. Apesar de coisas horríveis terem acontecido e que, aparentemente, foram um efeito cascata da fuga dela (ou não, nunca saberemos), sei que ela nunca teria sido feliz se tivesse aceitado mansamente ser mandada para outro reino como uma “oferenda” a fim de selar a paz e garantir apoio. Mesmo que o príncipe não fosse como ela achava, ela não o perdoaria ou respeitaria e isso com certeza corroeria não só a ela como também essa relação que começaria já fadada ao fracasso. Ah, esses “e se” que matam a gente.

Deste dia em diante, sou apenas Lia.

Ele não se deu nem ao trabalho de vir me ver antes do casamento. Ele não se importava com quem ia se casar. Ele não passa de um principezinho mimado seguindo ordens. Eu nunca poderia ter um pingo de respeito por um homem desses.

Sendo assim, ela TINHA que fugir, de forma que foi possível seu crescimento e autoconhecimento. Sem isso, ela jamais aguentaria as provações pelas quais passou e os desafios que enfrentará.

É bem verdade que estamos acostumados a ver uma supervalorização do filho homem. Aqui é diferente. Pela história, as filhas é que são valorizadas porque A Primeira Filha nasce com um dom. Por isso, Lia teve três irmãos mais velhos e só quando ela nasceu seus pais puderam parar. No entanto, Lia vê a idade chegando, mas não o seu dom. Aos 17 anos, ele já deveria ter se manifestado e isso a intriga e de certa forma entristece. Por esse motivo, as Primeiras Filhas são tão valiosas. Mas será mesmo que esse dom nunca se manifestou ou ela simplesmente nunca realmente precisou dele e o deixou vir à tona? O fato é que Lia, apesar de ela jamais ter achado, está destinada a grandes conquistas.

Até que apareça aquela que é mais poderosa,
Aquela nascida do infortúnio,
Aquela que era fraca,
Aquela que era caçada,
Aquela marcada com a garra e a vinha…

Preciso confessar: eu li o final. O principal motivo para isso é que não gosto de triângulos amorosos. Meu coração não aguenta ficar dividido, então, eu precisava saber quem era o assassino e quem era o príncipe. Claro que também descobri que tinha um cliffhanger no final. Ainda bem que já lançaram o segundo. 😀

Mesmo assim, confesso que me senti atraída algumas vezes pelas ações do assassino. Eu sei, coração bandido e tal. Tinha que ficar me lembrando que não podia gostar dele, mas era difícil.

Não sei ao certo o que eu estava esperando, mas não era ela.

Parecia que ele era duas pessoas separadas, o intensamente leal assassino vendano e alguma outra pessoa muito, mas muito diferente, alguém que ele tinha trancado, um prisioneiro, assim como eu.

O assassino pertence ao povo de Venda, ou bárbaros, como os outros os consideram. Ela é considerada uma ameaça para Venda porque sua união com o príncipe de Dalbreck, selando uma aliança com Morrighan, não era de seu interesse. Os dois reinos não confiam um no outro, mas o casamento era um passo significativo em direção à confiança, que agora está destruída. É do interesse de Venda que as coisas continuem assim.

Acho que o assassino ainda vai ter um papel muito importante na luta dela, além de mantê-la viva, embora ele repita a todo momento que não vai trair os seus. A gente bem sabe as loucuras que o coração nos obriga a fazer, não é mesmo?

Talvez houvesse centenas de formas diferentes de se apaixonar.

Até pouco mais da metade do livro, com algumas exceções, vemos que a fuga de Lia tem sido bem-sucedida e ela está levando a vida que queria. Sim, uma vida simples, de muito trabalho, mas também uma que a deixa livre para ser quem é, longe do esteriótipo de princesa. Mas se você achava que a segunda metade seria assim… devo te alertar que é aqui que toda a ação começa. Uma tragédia acontece e Lia resolve que é hora de voltar para casa e assumir seu lugar como mais um dos soldados de seu pai. E aí a trama se complica. O assassino estava protelando para matá-la, mas agora não terá saída. Tem início, então, uma longa jornada, na qual todos mostrarão sua verdadeira identidade. Preciso dizer o quanto ela foi guerreira nessa marcha para Venda, passando por todo tipo de dificuldades? Não, né? Go, girl!

Eu não era mais uma menina com um sonho. Agora, assim como acontecera com Walther, eu só tinha um desejo crescente e frio por justiça.

Às vezes, somos levados a fazer coisas que achávamos que nunca seríamos capazes de fazer.

Destaco também a força feminina coadjuvante, principalmente na figura de Pauline, criada e melhor amiga, que fugiu com ela, mesmo sabendo que seria considerado traição e possivelmente deixando para trás Mikael, um soldado amor de sua vida, mas também Berdi e Gwyneth, que as acolheram e protegeram na taverna.

Ao contrário do que se possa pensar, o príncipe não a culpa por ela ter fugido. Na verdade, nas palavras dele, o sentimento é de: “Eu estava com raiva porque ela teve a coragem de fazer o que eu não tive coragem de fazer!”. Magoado, talvez, mas ele foi atrás dela mais por curiosidade de saber quem era essa jovem princesa que jogou um casamento real e uma vida de privilégios para o ar e simplesmente fugiu.

Então eu a tinha visto. E agora? Eu havia dito a Sven que não falaria com ela, e falei. Eu queria envergonhá-la em público, e não o fiz. Queria falar com ela em particular, mas sabia que não podia. Nada estava saindo da maneira que eu havia planejado.

Algo diferente e que dá um tcham no livro fica por conta dos pontos de vista. Narrado predominantemente por Lia, há capítulos intercalados narrados pelo príncipe e pelo assassino, que explicam os outros pontos da história. Depois de descoberto o mistério, ela troca por Kaden e Rafe. Fantástico! Tiro meu chapéu imaginário para você, Mary!

O que mais posso dizer sobre esses dois? Sim, em alguns momentos, você vai torcer pelo assassino. Será que ele tem salvação? Assim como pode achar que o príncipe não é tão encantado assim, pelo contrário, é de carne e osso, assim como ela.

Era isso que eu tanto amava e tanto odiava: ele me desafiava em tudo que eu dizia, mas também me ouvia com atenção. Ele me dava ouvidos como se todas as palavras que eu dissesse fossem importantes.

Que caminhos tortuosos percorre o amor… Não só entre homem e mulher, mas entre amigos, parentes. Ouso dizer que veremos o amor florescer em diversas outras formas ao longo da série. Mesmo Lia não podendo ficar com os dois (me dá um! 😀 ), acho que o amor do outro pode se transformar porque ela realmente evoca o melhor das pessoas.

Em um instante os olhos dele estavam cheios de calor, no seguinte, eram frios como o gelo; em um minuto ele era atencioso, no outro, ele me dispensava e se afastava. Qual seria a batalha que estava sendo travada dentro dele?

Dito tudo isso (eu sei, eu e minha mania de fazer resenhas gigantes), só posso te dizer que leia esse livro. Deixe-se apaixonar por essa história. E, claro, junte-se a mim na espera de roer as unhas pela continuação.

Eu encontrarei você… No recanto mais longínquo…

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Um pensamento sobre “LIVROTERAPIA – The Kiss of Deception, Crônicas de Amor e Ódio #1, de Mary E. Pearson – @DarkSideBooks

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