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LIVROTERAPIA – Filha da Ilusão, de Terri Brown – @EdValentina

Será magia de verdade ou apenas uma ilusão? Vem com a gente descobrir. 😉

capa filha da ilusão

filha-da-ilusaoAnna van Housen tem um segredo.

Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920.

Como filha ilegítima de Harry Houdini – ou, pelo menos, é o que Marguerite alega –, os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truque mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro.

Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas.
E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar
de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar?

Teri Brown cria, neste fantástico romance histórico, um mundo onde pulsam a magia, a paixão e as tentações da Nova York da Era do Jazz – e as aventuras de uma jovem prestes a se tornar senhora do seu destino.

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Onde comprar: Buscapé

Anna Van Housen é filha de Marguerite Van Housen, uma médium que está bem mais para charlatã. Já Anna, realmente tem esse dom, além de ser uma talentosíssima ilusionista.

Sua mãe passou a vida inteira lhe dizendo que ela é filha ilegítima do famoso Harry Houdini. Será verdade ou só uma forma de ganhar dinheiro? É sempre difícil dizer se algo que Marguerite fala é verdade porque ela é mestre em esconder suas emoções e fingir ser quem não é, afinal de contas, ela engana as pessoas como meio de vida.

Olho para o programa que apanhei em São Francisco. Os olhos de Harry Houdini me encaram, ferozes. Será que herdei essa maldição de você?, sussurro para o mágico e escapista mais famoso do mundo.

Porque eu não a quero. Nenhuma de suas manifestações. Nem as visões do futuro, nem sentir as emoções dos outros, e menos ainda o dom de falar com os mortos. Tudo que sempre quis foi ser uma moça normal, com uma vida normal. Falar com os mortos ou ver o futuro não pode, sob nenhum aspecto, ser considerado como algo normal.

Por esse e diversos outros motivos, a relação entre as duas é conturbada em 90% do livro. Marguerite é seca e não admite que Anna possa ter mais talento e brilhar mais do que ela, por isso, nos raros momentos em que ela foi amorosa com a filha, até fiquei pensando: “qual a pegadinha?”, mas até os brutos podem amar, certo?

Da parte da Anna, apesar de ser forte e decidida, ela fica dividida entre o amor que sente pela mãe sem reciprocidade, e a vontade de ter uma vida normal e conquistar seu espaço que seu talento lhe permite, mas que sua mãe suprime, relegando-a a ser apenas sua assistente.

Esse não é o o tema principal do livro, mas é uma tensão que permeia toda a história, marcando muitas cenas. Além de sabermos que já passaram muitas situações complicadas (prisões, fugas) que garotinha nenhuma deveria ter que passar.

Dou de ombros, pensando que é um pouco tarde para recatadas conversas de mãe para filha. Quem obriga a filha a extorquir dinheiro das pessoas como forma de sustento perde o direito de lhe dar lições de vida.

Recém-chegadas em NY e ao contrário do que houve em outras cidades, elas agora têm um (confiável?) empresário, Jaques, e ficarão em um apartamento, e não em hotel. Isso dá a Anna novos ares, quase criando uma atmosfera de “vida normal”, claro, se ela não tivesse a mãe que tem (#divatoda), que relega à filha as preocupações e afazeres do dia a dia. No andar de baixo mora um senhor (adoravelmente) ranzinza facilmente comprado com doces, onde também mora Cole, que ganha o nosso coração, embora, assim como quase todos no livro, também tenha seus segredos e nos faça desconfiar em certos momentos.

No momento em que nossos dedos se encontram, um choque de estática percorre nossos corpos, tão forte que sinto um tranco no coração. Paralisados, sentimos o choque ir morrendo em pulsos elétricos, uma espuma que viaja entre nossas mãos e pontilha minha pele como bolhinhas efervescentes. Arranco a mão da dele.

O outro interesse de Anna é Owen, sobrinho de Jaques, americano simpático e galanteador. Com os dois, ela vai conhecendo as nuances do amor (de leve) e aprendendo em quem pode ou não confiar.

Cole. Tudo começou a mudar depois que conheci Cole.

Como posso me sentir tão atraída por alguém em quem nem sei se confio?

Tudo começa a mudar quando os poderes de Anna começam a aflorar a olhos vistos, como as visões do futuro que tem (ela viu o acidente do Titanic, gente 😮 !) e o fato de sentir as emoções alheias, o que desperta o interesse de sociedades secretas e inimigos. A partir daí, temos toda a emoção do livro (permeada pelo que já destaquei, afinal, seus poderes ofuscam Marguerite) com lutas, ameaças e momentos que não dá pra largar o livro.

Destaco também a imersão que a autora nos proporciona na Nova York dos anos 20. Ela descreve os ambientes, as pessoas, as roupas, de modo que somos transportados para essa época e é bom demais!

Descobri só agora que é uma série com mais um livro e um .5, mas acho tranquilo ler só esse porque o final é amarradinho. Os próximos são de novas aventuras dela, agora usando seus dons.

Quer Houdini seja meu pai ou não, quer minha mãe me ame ou não, ainda vou ser eu mesma. Uma garota que ama o ilusionismo. Uma garota com estranhos dons. Nunca uma garota normal. Mas talvez, apenas talvez, não haja nada de errado nisso.

Se você gosta do tema, se joga!

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